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segunda-feira, 23 de maio de 2011

IGREJA DE UNIÃO




Seus belos traços tão antigos
hoje se encontram reformados.
E seu belo formato me faz lembrar
[daquelas grandes igrejas medievais.
Somente nela está guardado
o segredo do Estanhado,
do antigo proprietário
desta enorme fazenda
que viera a tornar-se
a ilustre cidade de União.
E é somente esta belíssima Matriz
que embeleza ainda mais os católicos
cantando sempre no ritmo...
mas é no ritmo do sino!

[Antonio Félix]

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SOMENTE MEU REFLEXO ME ENTENDE


Sinto no fundo d'alma uma dor lastimável... Um aperto no peito que a própria vida me diz não. Na realidade não entendo o que é isso, mas solitariamente converso comigo mesmo, trancado no quarto, olhando-me meu próprio reflexo no espelho. Eu me entendo, e meu próprio reflexo me entende também. No colégio sou mais feliz com meus vários amigos, uma amizade espontânea, soberba, jogando sempre meu futebol no intervalo e no final das aulas às vezes ─ pena que este é o meu último ano como aluno do colégio, entretanto, a vida prossegue, o tempo voa já que não cessa um só instante ─ Queria poder inventar a máquina do tempo para voltar no passado e também poder ver o meu futuro! Quase sempre que digo algo verdadeiro muitos pensam que eu estou com brincadeira, dizem que sou engraçado, até maluco, todavia, falo sério, totalmente sério... Claro que nem sempre é bem assim! Por isso, em casa reflito comigo próprio, isto é, monologando, já que sou um monólogo que conversa com o nada e o infinito. Um jovem talvez perdido numa selva de pedras. Mas creio em Deus, no seu grande poder e sei também que o Supremo me abençoa e me faz ser uma pessoa querida e especial para a minha família. Lágrimas são apenas sais minerais, proteínas e gordura, produzido pelas glândulas lacrimais, nas pálpebras superiores do olho humano simplesmente para lubrificar e limpar o nosso olho. Não existe nada melhor do que conversar consigo próprio, pois não há ninguém a ti interromper, já que estás conversando consigo próprio. Isto não é revolta, muito menos depressão, no entanto, há tantas pessoas ruins que desejam a morte do próximo por causa da estulta inveja, isto é ridículo! Meu reflexo não me critica, não me xinga, não fala em me matar, não me apoia, não fala nem bem nem mal de mim... Por isso me dou bem comigo mesmo.


[Antonio Félix]

domingo, 15 de maio de 2011

OS CANIBAIS DE JESUS

Todos nós, que dizemos cristãos

Somos canibais de Cristo

por sua ordem expressa,

pois somente assim nos salvaremos.

Foi Jesus quem disse:

"Comei minha Carne

E Bebei do meu sangue".

O pensamento de Jesus Cristo

Para seus grandes fieis...

Somente assim seremos salvos!


[Antonio Félix]

domingo, 1 de maio de 2011

202º ANIVERSÁRIO DE JOÃO DO REGO MONTEIRO

Antigo Casarão em Teresina construído entre 1870 e 1880, pelo Sr. João do Rego Monteiro, o Barão de Gurgueia, no século XIX, para sua residência e família.



Hoje, Dia Mundial Trabalho, também é o dia do nascimento de um ilustre coronel piauiense. Nascido no dia 01 de maio de 1809 na Baixa do Riacho dos Cavalos, no antigo Estanhado (hoje União), vindo a falecer em 08 de dezembro de 1897, quando já se havia elevado a vila do Estanhado à categoria de cidade. O coronel de ilustre família piauiense, João do Rego Monteiro, primeiro e único Barão de Gurgueia, foi um nobre brasileiro que teve papel fundamental na história de União. Para contribuir com o patrimônio da vila, fez uma doação de extensas áreas de terras margeando o rio Parnaíba, local onde se encontra edificada a cidade. O Barão de Gurgueia foi um político e fazendeiro brasileiro. Era dono de escravos e há indícios de que morrera pobre com a abolição da escravatura. Além de coronel da Guarda Nacional, era também comendador da Imperial Ordem da Rosa. Sendo deputado provincial por quatro legislaturas, de 1854 a 1855, de 1856 a 1857, de 1872 a 1873 e de 1886 a 1887. João do Rego Monteiro ajudou a construir a igreja de Nossa Senhora das Dores, Catedral de Teresina. Na capital piauiense, funciona na casa onde residia o barão e sua família a famosa Casa da Cultura, para reuniões e exposições, sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Teresina. É nome de avenida e colégio em Teresina e, também, é nome de rua, praça e colégio em União. De sua linhagem, ou seja, a linhagem “Rego”, surgiram expressivas forças políticas na cidade de União como, o Cel. João do Rego Monteiro Filho, Cel. Benedito José do Rego, Cel. Benedito José do Rego Filho e o Cel. Filinto Rego.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O QUOTIDIANO




o quotidiano que transmite a ideia
de que a vida é pra ser vivida
com os traços da sinceridade
com o mundo rodeado de números
e sobretudo palavras...
palavras divinadas dum tempo
temperadamente repleto de fantasia
é como ter um sentimento de poesia
misturando o mistério resultativo
com um pouco de sinestesia
sentindo o cheiro da alegria
um perfume que se espalha pelo ar
o quotidiano tem que ser vivido
nem que seja amargamente
mas o quotidiano está presente
porque diariamente repetimos muita coisa
todavia temos nossos estilos próprios de vida
e assim o quotidiano anda depressa no tempo
porque não tem ponto nem vírgula.


[Antonio Félix]

terça-feira, 26 de abril de 2011

RETA NUMÉRICA




Ah, a reta dos números
anda meio despercebida
pelos jovens da vida
infinda reta dos números
tem o zero sua origem
para a esquerda os negativos
para a direita os positivos
esta é a famosa reta numérica.


[Antonio Félix]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

MEUS TEMPOS DE CRIANÇA

Ah, para quê voltar no tempo?
Não gosto de relembrar esses momentos,
Momentos tão felizes em minha vida,
Meus tempos de criança.

Correr com os pés despidos,
Jogar bola na praça da rua
Com a imagem e o brilho da lua
No cantinho do olhar.

Correr. Banhar. Correr novamente.
Sentar na beirada da cama e rezar.
Pedir a bênção de Deus.

Fazer coisas proibidas, malinar.
Pular quintas alheias e azeitonas roubar.
Mas criança é tão inocente!

Brincar de bumba-meu-boi,
Não existia nada melhor no meu tempo.

Ah, meus tempos de criança,
Para quê relembrar?
Momentos tão sublimes!
Meus tempos de criança.


[Antonio Félix]






sexta-feira, 22 de abril de 2011

CINEMATOGRÁFICO!

Foto: Blog do torcedor (Terno e Gravatinha)



Eu não sei quem foi o matemático maluco que disse que as chances eram de 1%. Seja quem for, ninguém avisou o cara que ele estava falando do Flu, não de um time de futebol.

O que este clube faz desde 2007 é digno de virar filme. E não me refiro apenas a vaga, a forma suada e incrível que foi durante a guerra. Mas sim a essência do futebol, que anda tão apagada e que tem no Flu um legítimo guardião.

Se futebol é paixão, ninguém mexe mais com isso em seu torcedor do que o Fluminense. Ele não ganha, não perde, nem empata. Ele faz história.

Não há resultado impossível, rebaixamento antecipado e nem título garantido. Não há decisão perdida, não há bola perdida e nem crise política capaz de prever o futuro do Fluminense.

Quanto vale uma taça? Você é capaz de dimensionar o peso do torneio.

E quanto vale tudo que o Fluminense causou em você, torcedor, mesmo sem voltar com a taça?

Há anos, alternando técnicos “fanfarrões”, “guerreiros” e “covardes”, ele é protagonista.

O que prova, de uma vez por todas, que nenhum santo caiu do céu pra dar título pro Tricolor. Ele conquistou, não foi um presente dado por uns e outros, como insinuam.


Fonte: Blog do Rica Perrone (Globoesporte.com)

domingo, 17 de abril de 2011

O SINAL


O vento sopra, intensamente

O vento vai soprando, o ar

Morno que sopra o vento

Nesta cidade tão vazia.


O eco dos trovões é o sinal,

A chuva está perto, o sinal

De que a chuva vem...


As nuvens estão tão acinzentadas!

Estão carregadas de água!

Os pingos d'águas cairão deste céu

Nesta terra, molhando a plantação.


Matará, enfim, minha sede.

E os gritos secos das crianças

Anunciando que a chuva está caindo.


Que cheiro gostoso e suave!

É o cheiro da terra molhada!

É o famoso cheiro da chuva!


A paisagem deslumbrante, o vento

Que sopra tão forte meus cabelos,

A chuva desce ligeira, a molhar

As crianças brincando na rua

Amontoadas em cavalos de pau.


[Antonio Félix]


sexta-feira, 15 de abril de 2011

MISERANDO NAS RUAS



Numa dolência lamentosa vou andando,
E nestas praças desertas peço a misericórdia.
Dai-me, ó senhor, um pedaço de pão
Para que eu acabe com esta fome que corrói por dentro.

Eu miserando nas ruas, e tu miserandas no céu.
Imploro pela misericórdia e o perdão,
Só quero mesmo é um pedaço de pão
Pois já nem sinto mais este chão.

Os urubus me cercam, torcem por me ver morto
Estendido nas calçadas deste sujo chão
Que não tem sequer um pedacinho de pão.

Ajoelhado neste asfalto, joelhos com sangue, exaustos!
Sou apenas uma criança a ti implorar, Senhor
Dai-me somente um pedaço de pão.



[Antonio Félix
]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A VIDA CONTINUA...



De Luto pelo falecimento de minha avó paterna:



Inflama o peito de dor ao depararmos com situações contundentes.

Um sentimento nostálgico! De perda e um adeus que vai surgindo.

Momentos de alvura! Ternura! De lindas flores que brotam num jardim.

Os pássaros cantam anunciando que a vida continua...

Somente assim percebo que fazemos parte deste ciclo da vida...

Se do barro vinhemos pro barro voltaremos.

Chorar faz parte da dor, mas a alegria também voltará a reinar...

O tempo não cessa um instante, portanto, devemos aceitar.

Devemos entender que um dia abandonaremos este mundo hipócrita!

A vida é uma fantasia...

É uma música de ninar...

É o brilho das estrelas...

É a magia do luar...

É um canto de um pardal...

É a bela cor de um arrebol...

É um buquê de rosas brancas.


[Antonio Félix]

terça-feira, 12 de abril de 2011

VIAGEM NA MENTE

Foto: http://lostmemories-raven.blogspot.com/2010/02/viagem-minha-mente-ii-sentimentos-e.html


Viajando na mente clara!

Com alvíssimas graças,

Misturadas com felicidade

Avisto um estupendo raio de luz.


Subindo as serras do horizonte

Tão límpido com o verde das matas,

Mas vos digo que existem fantasias

Espalhadas num lugar desconhecido.


Ó majestoso tempo! Ó divina Deidade!

Sou do lado da paz, do amor e da igualdade,

Sigo em frente na maior monotonia.


Monótono, assim vou seguindo

Sem mudar a direção poética,

Por entre estes vastos sonhos.


[Antonio Félix]

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SANTO É O SENHOR DEUS: O TODO-PODEROSO

Photo by: Thiago Assoni


Nestas imponderáveis circunstâncias
Fui vivo e fui morto.
Mas eis aqui estou vivo para todo
o sempre.

E somente eu tenho as chaves
da morte e do inferno.

Pegue este colírio e unjas aos teus olhos
Para que tu possas ver a beleza da vida.

E os que têm ouvidos que me ouçam,
Pois amo meus fiéis e também
os castigo, não tenho dó.
Sou tudo o que existe...
Sou terra, fogo, ar e água.

Confesso que eu chorava muito
por que ninguém fora achado digno
de abrir o livro sagrado,
nem de o ler, nem de olhar para ele.
E Jesus, meu único filho, derramara seu sangue
para lavar vossos pecados.

E agora estou relaxado e assentado no trono
onde és meu lugar. E meu filho assentado à minha direita.

E os quatro animais cheios de olhos
Não descansavam nem de dia nem de noite,
dizendo à mim: Santo, Santo, Santo, é o Senhor
Deus, o Todo-Poderoso.


[Antonio Félix]

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A VIDA ANDA...



[Dedico este texto para um “alguém” muito especial em minha vida].


A vida anda com passos flébeis, lânguidos, cansados, sofridos, mas conseguiremos um dia o nosso grande ideal. Na frieza mergulharemos sem pensar na consequência, talvez, o que poderá ocasionar mais na frente. A vida é cheia de coisas inefáveis, bonitas, encantadoras, entretanto, também ainda teremos os nossos piores dias de melancolia, nostalgia, de uma dor contundente que parece despedaçar até a alma. Não fique cabisbaixa, levante a cabeça, pois o tempo anda, e como anda depressa o tempo, sem cessar um só instante. Um dia deixaremos de ver quem amamos, portanto, devemos aceitar isso naturalmente, pois se do barro fomos feitos, voltaremos a sê-lo, só não sabemos o dia. Ah, a vida! Como ela é bonita! Temos que entendê-la, pois um dia não a teremos mais, todavia, a marca poderá ficar registrada em alguma coisa qualquer, ou em um simples objeto, como o próprio nome rabiscado num tronco de uma árvore ou em uma pedra. Isto é, ficará marcado ali para sempre os bons e tristes momentos vivenciados.


COMPARANDO-TE COM A VIDA


Às vezes andamos numa dolência

Com passos flébeis, numa languidez estulta.

Sentimos no peito a vontade de brandir

E erguer o lábaro desta pátria amada.


Assim é a vida! E tu és o próprio retrato

Detalhado da vida....

Menina nostálgica, mas tão querida

Com sua fantasia....


Se o vento que sopra é forte – então tu és o vento.

Se a pedra é assim tão dura – então tu és a pedra.


Mas prefiro comparar-te com as borboletas

Que voam livremente no mais belo jardim

Ouvindo sempre as mais belas canções.


Admiro-te, ó guerreira, entre muitas!

Quando sentes tristeza consegues transformá-la

Em alegria quando voa para seu misterioso jardim

Ouvindo sempre as mais belas canções.


[Antonio Félix]

TORCIDA TRICOLOR


A sua torcida, não há explicação, muito linda!
Pra quê uma grandeza maior do que isso?
N'alma sentimos brandir o estádio lotado
E d'olhos das crianças sentimos a esperança.

Somente a torcida tricolor, que mostra-nos a beleza
Verdadeiramente existente nas arquibancadas,
Completamente dominada pelo grande mosaico tricolor
Com suas tradicionais cores branco, verde e grená.

Sou tricolor, e por sinal das laranjeiras, donde brotam estrelas.
Sou aguerrido, torço para um time de guerreiros
Donde todos doam no campo o melhor de si.

“Fascina pela sua disciplina, o Fluminense me domina.”
Ó torcida tricolor! Tu que és a mais bela deste mundo
Dê exemplo às outras torcidas que adotam a violência.

sábado, 19 de março de 2011

EGITO ANTIGO

Uma das civilizações mais antigas
Onde desenvolveu-se o trabalho
Da criatividade e do planejamento.
Uma civilização de solos férteis!

E nestes solos o Nilo regava os plantios,
Por isso, o historiador grego Heródoto afirmou:
O Egito é uma dádiva do rio Nilo,
Um verdadeiro canal de irrigação da população.

Com uma cultura basicamente religiosa
Os egípcios eram politeístas
Vivendo em um oásis em meio ao deserto.

Tão magnífica ficaram estas pirâmides!
Com as marcas deixadas pelos soberanos Faraós
Numa arte decorando túmulos e templos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

108º ANIVERSÁRIO DE MARTINS NAPOLEÃO

Foto de Martins Napoleão


17 de Março de 1903. Este é o dia, mês e ano em que nascera o ilustre poeta unionense Benedito Martins Napoleão do Rêgo, integrante da Fase Acadêmica dentro da “Literatura Piauiense”. Hoje, Martins Napoleão completa o seu 108º aniversário. Lembrando que, fará 30 anos em Abril que o poeta faleceu. Todavia, ficará para sempre vivo e guardado em suas obras poéticas.

"Esses valores da terra em sua poesia é o idílico que está presente. Às imagens que guardou de sua União campestre, da sua União cheia de natureza. Ele faz com que isso jorre de forma tão romântica, tão intensa que você não consegue ver nada de banal nisso, mas tudo de grandioso. Penso que a família é que dá origem a religiosidade, como já disse, e essas imagens retiradas da infância e da parte da adolescência que fazem grandiosa a sua poesia" - afirma Herculano Moraes.

Um poeta que nascera no antigo Estanhado (hoje União), foi muito mais que um grande poeta, ou seja, também fora professor, jornalista e tradutor. Além do mais, já presidiu a APL (Academia Piauiense de Letras). Formado plenamente em Direito, também foi Inspetor Federal de Ensino, Secretário Geral do Estado, Interventor Federal, Consultor Jurídico do Banco do Brasil e Advogado da antiga Superintendência da moeda e do crédito.

O grandioso Martins Napoleão vivera parte de sua infância e adolescência aqui no Piauí. Mantendo sempre forte a sua filosofia expressada em seus pensamentos, por isso, pouquíssimos conseguiam penetrar em sua literatura. Seu princípio deu-se à Literatura Inglesa (Kids, Coleride), no qual tinha uma forte inspiração.

O ilustre poeta piauiense morrera em 30 de Abril do ano 1981, no Rio de Janeiro, aos seus 78 anos, deixando, é claro, grandes obras poéticas. Dentre estas obras, destacam-se como principais:

O Cancioneiro Geral, 1981, reúne sua obra poética, composta, entre outros, por Copa de Ébano, 1927; Poemas da Terra Selvagem, 1940; Caminho da Vida e da Morte, 1941 e Prisioneiro do Mundo, 1953.

Segue abaixo algumas de suas grandes obras:


Poemas da Terra Selvagem
1940

Prelúdio

As árvores aqui são tão altas
que as estrelas cansadas dormem nos seus galhos.

E há tanto silêncio nos seus vales
que o sol da tarde pára, admirado, em cima das montanhas.

Os pássaros têm um canto tão bonito
que a madrugada nasce mais cedo para os ouvir.
E a noite é tão clara
que as almas pensam que seja um lago de se banharem.

Há tanta riqueza
que as águas mortas dos pauis brilham de noite
fabulosamente:
é um delírio tão grande como o da febre dessas águas.

A luz, de tão intensa,
atravessa a alma dos meus patrícios:
é por isso que há tantos poetas
na minha terra.
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O Amor

Aqui, o amor
é brutal e violento
como o sol do meio-dia
na posse plena da terra.

É como o sol que seca as fontes.
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Caminhos da Vida e da Morte
1941

Cabem muitos amores

Em cada coração cabem muitos amores,
como todas as cores cabem em nossos olhos
e todos os sons em nossos ouvidos.

Para nós, uma cor e um som apenas
não seriam, com certeza, a vida
mas a monotonia melancólica da eternidade.
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Versículos de Salomão

Eu pensava nas coisas eternas:
na essência da verdade e da beleza.

Eu pensava nas coisas eternas,
quando ofereceste a boca matinal
à sede do meu beijo.

(Como posso, Senhor; recusar, sem soberba,
o fruto macio e orvalhado
que a árvore dadivosa atirou aos meus pés?...)
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Última noite de festa

Ao fim de tudo, na hora serena,
se apagarão os meus sentidos
como lâmpadas de festa.

As sombras entrarão
e a casa ficará vazia...


quarta-feira, 16 de março de 2011

O AMOR ÀS POESIAS


Certo dia meu irmão me perguntara: “Porque não vem jogar videogame um pouquinho?” E eu simplesmente falei que no momento estava ocupado por escrever minhas poesias. Depois pensei e comecei a refletir: ora ia até o videogame, ora ia até meus papeis. E ficava nessa hesitação toda sem saber o que realmente fazer no prezado momento. No entanto, quando escrevia meus versos nas folhas de papeis tão brancas quanto as neblinas, não queria parar mais. É um sentimento que vem de dentro da alma, tão denso e profundo, igualmente a uma forte chuva em um belo passeio à natureza, com suas raridades estupendas.

Fui, inclusive, chamado várias vezes de otário e abestado por até então meus amigos da farra, ou melhor, por pessoas que eu pensara que fossem meus amigos. Mas não, são completamente estranhos, não os conheço. Tento até ao máximo conhecê-los, porém é muito difícil e complicado. A crítica de um crítico especialista no assunto, isto é, de quem sabe, é sempre muito sadia no quesito de o autor ganhar mais amadurecimento. Agora, tipos de comentários de pessoas muitas vezes aletradas que botam você cada vez pra dentro de um poço ou mesmo de um abismo, é preciso saber ignorá-las como se nada soubesse. O pior é que deixam marcas igual a pregos fincados num mourão de uma cerca, só sumirá quando a madeira deixar de existir.

Um amigo farsante me dissera na maior cara de pau:

“Vamos para uma balada, amigo?”

E, sinceramente, com tamanho respeito de homem digno eu respondo sem maiores problemas:

“Não vai dar meu amigo. Hoje não dá. Agora estou escrevendo e, quando começo a escrever alguma cousa, seja lá o que for, não gosto de pausar meus pensamentos, pois o texto não é o mesmo quando você vai pensando e escrevendo ali no momento. Muitas vezes acabamos interrompendo uma ideia interessante que depois some de vez da nossa cabeça. Por isso, prefiro escrever minhas ideias no momento, e, é claro, no momento certo”.

Não sou em hipótese alguma contra a quem vai a uma festa, pois, inclusive, minha própria pessoa gostara muito, de vez em quando, de ir em uma festinha, todavia, sob total controle, já que tudo tem sua hora e seu limite. E, além do mais, você só irá a uma festa se estiver com vontade, senão fica mesmo em casa fazendo alguma atividade ou descansando o corpo e a mente dormindo. Para mim, a noite é a melhor hora de dormir, não sou muito fã de dormir à tarde não, mas também não sou contra. Cada um tem o seu modo de vida diferente, portanto, devemos respeitar o modo de vida dos outros.

Gosto de vários gêneros literários, de diversos assuntos, porém, pela poesia tenho um amor especial. A arte de escrever é fantástica! De um simples rabisco vai se formando palavras diversificadas e de múltiplos sentidos. Independentemente de quem tentar te derrubar, não caia, ou tente ao máximo não deslizar fatalmente. Fique em pé, firmemente no chão. O meu amor espero continuar... Estou casado há pouco tempo e não penso em momento algum me divorciar de minhas poesias. Quero tentar ficar junto delas por muito tempo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a mísera morte nos separe. E assim, religiosamente falando os crentes: “Se Deus permitir, este amor será bem duradouro.”


[Antonio Félix]


segunda-feira, 7 de março de 2011

SENTIMENTO OBSCURO


Minh'alma cansada, chora indelevelmente,

E sentimentos poisam sobre as rosas,

Num sentimento totalmente obscuro

Como se não tivesse um trajeto a se seguir.


Ah! meu mísero olhar dilacerante

Despedaça sonhos sem amor.

Sonharei mais um sonho

Talvez inócuo, talvez bisonho.

SUPERAR-SE

Sentido sede do infinito vou andando

Com passos flébeis, miserando,

Mas faço do sofrimento brotar a alegria.

E emaranhando as cousas existentes

Deixo-me iludir pelas belezas da vida.


É ter cá dentro a luz do sol!

É ter asas pra fugir da dor!

É sentir o brilho deste arrebol!

É um poeta com garras de condor!